A POLÍTICA DE DESTRUIÇÃO DA EDUCAÇÃO PUBLICA

By Paula Raia -

11 de fevereiro de 2022






Nas últimas semanas, começamos a sentir as consequências de uma política educacional que visa acabar com a Escola Pública, com objetivos claros de terceirização e Privatização da Educação. Isso tanto no governo federal, como estadual e municipal, que ficou ainda mais evidente com a pandemia do Covid-19.

Desde o início da pandemia, nós da bancada do PT alertamos sobre a necessidade de um plano efetivo para proteger a comunidade escolar. Uma proteção que passasse pelo cuidado com a educação nesse período, pela vacinação de toda comunidade escolar, como acesso e condições do ensino remoto, com o fornecimento de equipamentos tecnológicos e acesso à internet para todos e o acolhimento das famílias, Estudantes e Profissionais da Educação.

Ao contrário disso, o Governo Federal através do MEC (Ministério da Educação) cortou verbas da Educação e não apresentou nenhum programa ou destinou recursos extras as escolas para reduzir os prejuízos na aprendizagem de nossos bebês, crianças pequenas, jovens e adultos. Também vetou programas de entrega de computadores, tablets e internet, precisando, acertadamente que o Congresso Nacional derrubasse o veto.

Na rede Estadual de São Paulo, entre “lives” e pronunciamentos em redes sociais, o Secretário de Educação do Estado, tenta implementar uma “Educação Integral” e um “Novo Ensino Médio” que nem Estudantes e Professores tem clareza de como funciona para além dos “Slides” apresentados pela SEDUC- SP (Secretaria Estadual de Educação de São Paulo), compartilhados pelos Whatsaps.

E esta NÃO POLÍTICA EDUCACIONAL se estende para o município de São Paulo, uma espécie de “Transposição didática” das confusões e falta de comunicação criadas pelo MEC e SEDUC-SP.

Só no último mês a SME-SP (Secretaria Municipal de Educação de São Paulo) reeditou várias vezes as mesmas INSTRUÇÕES NORMATIVAS, COMO A DO CALENDÁRIO ESCOLAR E DA SALA DE LEITURA.

Este tipo de gestão gera confusão na comunidade escolar e tem desdobramentos sério na escola e no processo de ensino e aprendizagem.

A respeito das mais 14.000 crianças sem matricula no 1º ANO, na rede pública, apresentamos Requerimento de Informação no fim de janeiro, através do mandato da nossa Vereadora Juliana Cardoso, a respeito deste descompasso entre a SEDUC- SP e SME- SP!

E fica a pergunta! Falta GESTÃO e INOVAÇÃO nas Secretarias de Educação do Estado e Município de São Paulo?

Na reportagem publicada pela Folha de São Paulo, em 08 de fev. de 2022 com manchete: “Sobe para 41% fatia das crianças de 6 a 7 anos que não sabem ler e escrever”.

De acordo, com a reportagem em 2021, crianças de 6 e 7 anos que não sabem ler e escrever, chegou a 40,8% a fatia da população dessa faixa etária que não havia sido alfabetizada, o equivalente a 2,4 milhões.

Esta situação é ainda mais agravante nas famílias mais pobres: Segundo a reportagem: Entre as crianças que moram nos 25% de domicílios mais pobres do país, 51% não sabem ler e escrever. Já entre as que moram nos 25% mais ricos, 16,6% ainda não tinham aprendido.

As crianças pretas e pardas, que já tinham o direito menos assegurado em anos anteriores, foram ainda mais impactadas. A diferença entre o percentual de crianças brancas e pretas que não sabiam ler e escrever subiu de 8,5 pontos percentuais para 12,3 entre 2019 e 2021.

Em 2019, 20,3% das crianças brancas não sabiam ler e escrever. O percentual subiu para 35,1%, em 2021. No mesmo período, entre as crianças pretas, a proporção cresceu de 28,8% para 47,4%. Entre as pardas, subiu de 28,2% para 44,5%.

Este triste fato não é culpa dos Estudantes e nem dos Profissionais de Educação, na verdade elas são vítimas da POLÍTICA EDUCACIONAL DE DESTRUIÇÃO DA EDUCAÇÃO PUBLICA dos Governos de plantão!